Resenha: O Menino do Pijama Listrado


Título: O Menino do Pijama Listrado
Autor: John Boyne
Editora: Cia das Letras
Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. "O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Pela primeira vez, peguei para ler um livro sem ler a sinopse e nem procurar saber mais o enredo da história. Simplesmente peguei este livro e falei "vou ler"!!! Porque queria me distrair um pouco ou pelo simples fato de ler.

Gostei da capa simples, com padrão listrado e o titulo bem em destaque. Contém menos de 200 páginas.

O livro é escrito através de uma simplicidade que te emociona e contagia, tudo visto aos olhos de um menino de nove anos, uma criança que não sabe nada da vida, uma criança inocente que acredita que todas as pessoas tem o coração bom, que ninguém é capaz de fazer maldades.

O autor abordou a história na época em que existiam campos de concentração e discriminação contra os judeus, uma época em que muitos inocentes, inclusive crianças, pagaram caro pela maldade humana.



A mensagem que o autor nos passa através de Bruno é que devemos amar as pessoas independente de qualquer coisa, a amizade, sentimento raro hoje em dia, mas muito importante, devemos dar valor as pessoas que temos por perto, aos verdadeiros amigos.

A inocência de Bruno é uma porta de entrada para algo que adorei nesse livro: pra ele. enquanto criança. não existem diferenças entre raças ou origens, mas entre as pessoas gentis e de quem ele gosta e de pessoas que cometem crueldades contra seus amigos. Essa perspectiva, de enxergar as pessoas como seres humanos e não como rótulos é uma das coisas que mais me encantou nessa história.



Este livro consegue tocar profundamente o leitor, em alguns momentos pela beleza e inocência, em outros pela compreensão de que a humanidade é capaz de atos tão desumanos e cruéis, quando bastava um olhar mais simples, uma certeza de que somos todos feitos da mesma matéria e todos temos direito de viver nossas vidas sem nos considerarmos inferiores ou superiores a ninguém.

Super recomendo o livro. Uma leitura muito proveitosa, rápida e simples de fazer. O que ela desperta, deveria ser refletido e praticado por todos.
O autor acertou na escolha do final do livro. É um pouco triste, mas nos faz pensar muitos nas nossas escolhas.



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