Moral da História | Sobre a Escrita: A arte em memórias




 Comecei a pensar em escrever faz algum tempo. Anos, na verdade. Estava na oitava série e tinha duas amigas com quem escrevia poemas há anos. Ao final daquele ano, no entanto, alguma coisa mudou. Algum bicho me mordeu e assim que vivi minha primeira paixão, um tempo depois, resolvi escrever. Por dias e dias me sentei e digitei o que seria o meu primeiro romance.Tudo me inspirava, não pensei duas vezes em usar referências e fazer de mim mesma a adolescente que brilhava naquela história. Até que a empolgação se foi. Não sei o motivo, mas se foi. Comecei animada, mas assim que cheguei ao final do livro, desisti. A vida me cobrava responsabilidades e, de repente, eu não escrevia mais. 


 Por tempos e tempos foi assim. Não que eu não gostasse, muito pelo contrário. Mas faltava alguma coisa. Até que percebi que só a imaginação não basta. Percebi que só ligar para o que os outros falam também não. Percebi, depois de várias conversas e muita leitura, que o sucesso de qualquer carreira está em não desistir. E então conheci alguém. Ele não era meu namorado, nem meu amigo. Era um completo estranho. Mas parecia inteligente, tinha um objetivo e começou a contar da própria vida com tanta facilidade que me interessou saber mais. Não demorou muito até eu perceber que estava diante de um guia. Ele falava com tanta paixão sobre a escrita que me perguntei por que eu não falava. Por que eu evitava. E então um bicho me mordeu. De novo. Talvez o mesmo de antes, talvez não. Mas foi naquele momento que descobri que não podia mais perder tempo, que percebi que todo rascunho é uma prévia, que entendi todo não é um não a menos no caminho e que aprendi que textos ruins merecem sim ser descartados. Caso contrário, os melhores não aparecem. 


 Foi naquele momento que descobri que um escritor de terror e suspense sabia muito bem como lidar com garotas fãs de romance. 

***


 Oi, oi, pessoal! Como vocês estão?


 Nas últimas semanas direcionei o conteúdo do meu blog (aqui), lancei um conto na Amazon (acessem aqui) e entre provas e trabalhos acabei passando mais tempo off do que on. Por isso a demora no post novo. Mas agora estou de volta! E com duas perguntas para vocês:

 Quantas vezes se deixaram levar por opiniões negativas sobre seus sonhos?
 Quantas vezes desistiram de algo por buscarem resultado rápido?

 Escrever não é fácil, é verdade. Mas, de acordo com Stephen King e seu "Sobre a escrita: A arte em memórias", basta uma boa "caixa de ferramentas" e muita, muita fé em si mesmo. Bom, no meu caso, eu não podia ter descoberto um livro melhor. E fico feliz em dizer que falo aqui sobre o livro do ano. Não porque me instruiu com suas inúmeras dicas ou me trouxe uma biografia incrível, afinal, é o que busco, mas porque me despertou para o tipo de coisa que muita gente deixa de lado: a frase "eu consigo".

 E aí, alguém também se inspirou nele? Conte-me nos comentários!

 Lembrete: Essa coluna não tem como objetivo divulgar resenhas e sim, trabalhar a moral de cada história (daí o nome!). A cada quinze dias, trago poemas ou narrativas, criadas por mim, expressando o que senti e/ou aprendi com os livros que leio.

 Beijos e até a próxima.


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