Moral da História | Reconstruindo Amelia



Olá, pessoal, como estão?

Tenho a sensação de ter deixado passar duas postagens, acho que é porque não tenho rascunhado tanto. Esta noite terminei a leitura de um livro que estava entre os meus não lidos desde 2013. Pois é, nem quando tinha blog literário dava conta. "Reconstruindo Amelia", de Kimberly McCreight é impressionante, ainda mais se você gosta de mergulhar na trama. Pensei em resenhá-lo, confesso, mas, em se tratando de um livro que mostra a busca de uma mãe pelas razões por trás do suicídio da filha, achei mais bacana seguir pela escrita criativa e escrever aleatoriamente, como se Kate, sua mãe, conversasse com o espelho.

Kate invade o próprio banheiro e se debruça sobre a pia. 

Não, Kate, você está pensando errado. Sua filha não pode ter se suicidado, é uma conclusão muito, muito fácil. Você não confia no investigador, embora todos confiem. Aliás, o que será que ele pensa? Uma mãe não deveria ter passe livre para sextos sentidos? Ninguém conhecia minha filha melhor do que eu. Com certeza ele se equivocou. Se ele não se cercou de tudo, a decisão foi equivocada e a resposta que deu a todos também. Quando paro e penso, é como se enxergasse minha filha naquele quarto, como se ela me apontasse a resposta o tempo inteiro. Já é a terceira noite que sonho com isso e acho que preciso de novas perguntas. Tudo bem que nossa relação não é perfeita, talvez para uma mãe que trabalhe muito até seja, mas eu acho que sei reconhecer quando recebo um sinal da minha filha. E não vou ficar louca pensando nas regras ou especulações de todos os envolvidos da Grace Hall. Nem me sentir um zero à esquerda por não entender bulhufas do que vi ou li até agora. Não é admissível. Não, Kate, não, não. Você vai descobrir. Você vai descobrir e as dúvidas vão acabar. Sim, porque há dúvidas, porque você é uma ótima advogada. Mas antes, vai tomar um banho, avisar ao Jeremy que vai se atrasar e beber um drink. Isso mesmo, bem agora. Talvez possa conversar com ele antes que a firma comece a ocupá-lo. Talvez possa falar com ele como Amelia falava com Ben. Não seria nada mal ter um ombro amigo.

"Talvez seja hoje", pensou ela, ao sair.
Jeremy esperava que sim. 




A coluna Moral da História tem como objetivo trabalhar a moral de cada leitura. A cada 15 dias trago reflexões, poesias, textos ou comentários inspirados nos livros que li (nada de trechos copiados do livro), contando o que aprendi ou senti com cada história.


E então? Gostaram?

Acredito que para quem já leu faça mais sentido, mas curti a tentativa.
Em breve resenharei o livro no Skoob, mas posso indicar como favorito.

Beijos e até a próxima!
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