Resenha | Taint


Livro: Taint. Prazer, me chamo Justice Drake.
Autor (a): S.L. Jennings
Páginas: 230
Editora: Charme
Classificação:    
Sinopse: Nesse exato momento, vocês provavelmente estão se perguntando duas coisas: 
Quem sou eu? E o que estão fazendo aqui?
Vamos começar com a pergunta mais óbvia, ok?

As senhoras estão aqui porque não são boas de cama.

Não fiquem chocadas. Sexo não é mais tabu para ninguém com menos de oitenta anos. É melhor se acostumarem, porque, nas próximas seis semanas, vocês ouvirão tudo sobre sexo.

Se vocês se matricularam nesse curso, é porque estão totalmente cientes de que precisam de ajuda profissional para aprenderem a viver uma vida sexual plena. Precisam soltar sua libido, permitindo-se sonhar e simplesmente deixar seus corpos e hormônios assumirem o controle. Parabéns! Admitir é meio caminho andado. As que foram enviadas para cá pelo marido ou companheiro sequem as lágrimas e superem. Vocês aprenderão a fazer sexo.

E quem sou eu? 
Bem, durante esse tempo, serei seu amante, professor, melhor amigo e pior inimigo. Sou aquele que vai salvar seu relacionamento e sua vida sexual.
Prazer, me chamo Justice Drake.
E transformo adoráveis donas de casa em mulheres selvagens na cama. 

Agora... quem é a primeira?

***

Esta sinopse me deixou muito curiosa, um romance do ponto de vista masculino, escrito por uma mulher é no mínimo um desafio. E o texto jocoso e provocativo também me pareceu bem original. Ao ler descobri um livro que você não espera muita coisa, e em  dado momento não é mesmo muita coisa,  mas que dá horas de conversas sobre!


Atenção feministas, vocês podem ficar bem chateadas com esta obra, que no final das contas não é  tão machista conforme se vai adiante, mas que pode deixar muita gente irritada! 

S.L. começa o livro sem muitas preliminares, direto nas apresentações e direto na primeira das muitas ereções de Justice! O clima rola tão rápido que me deu até uma depressão achando que seria mais um livro erótico sem qualquer conteúdo e com um romance baseado em atração.  Só depois de algumas páginas que percebi como era interessante a construção dos personagens. A trama é por si só bem original, mas não desenvolve todas as possibilidades, a autora se prende demais na parte erótica da coisa que é seu ponto mais fraco. Não é que seja um livro erótico ruim, mas não é nada demais, é a mesma coisa de sempre, nada original. Não é o tipo de leitura que me agrada, me soa artificial, homens que não existem! Mas nada que comprometa o gênero.

No entanto, o livro tem uma parte muito legal, que são os personagens femininos. Ele, Justice, descreve as alunas como bonecas, lindas por fora e vazias por dentro, gente que vive da aparência (entendeu porque eu to dizendo que é de fazer qualquer feminista pirar?). Mas é aí que fui surpreendida, logo no início, pela primeira vez no livro, ele aos poucos vai nos revelando quem são elas e porque foram parar ali e elas são tão absolutamente uma de nós! Só que com casamentos infelizes, sofrendo daquilo que tantas mulheres sofrem, pouca auto estima diante do marido que é um safado. E ao contrário do que a sinopse pode dar a entender, o livro não prega que uma "boa transa" com um bom amante resolve tudo. Mostra que se elas se amassem enxergariam que seus maridos que são idiotas. E elas bobas por deixarem eles fazerem elas de idiotas e ainda acharem que são elas que tem de fazer algo para salvar os casamentos. O que aquelas mulheres estão fazendo ali? Querendo melhorar sua performance sexual para agradar ao marido que a trai? Isto não é só machista, é muito triste! 

O segundo passo é perceber o que está sendo chamado de uma mulher vazia, e é vazia de amor, de respeito, de carinho, de atenção e que não confia mais em si. Mas mulheres que aprenderam a fingir para o mundo que tudo vai bem, que é incrivelmente feliz, enquanto se humilha pelo marido que a rejeita e a trai. E por bonitas por fora também não tem haver com um padrão de beleza, são velhas e jovens, magras e gordas, bonitas e feias, mas são todas elegantes, bem maquiadas, com algumas muitas cirurgias pláticas para dar a impressão de perfeição por fora que não sentem por dentro. Ou seja, são mulheres muito machucadas, que precisam e merecem se conhecer melhor. O curso vai contribuir para isso, a partir do momento que leva elas a começarem por conhecerem o próprio corpo.

Um terceiro ponto que eu acho que vale ressaltar, e esse é muito engraçado e dá horas de conversas com as amigas é se os homens realmente gostam de tudo que o Justice diz para elas, as lições em si, tem muito de um erotismo e educação sexual com dicas bem pertinentes. Agora se qualquer homem é assim e principalmente se as esposas deveriam ou não se esforçar a satisfazer essas fantasias, é uma outra questão que o livro não aborda. Mas não deixa de ser interessante, quando percebemos que algumas fantasias típicas masculinas também habitam as mentes femininas e o quanto é comum as mulheres se podarem sexualmente!


Quarto ponto que tem de ser citado é o romance em si, a história de amor, esta parte também não me convenceu, além do romance começar muito rápido, ele num dado ponto me parece desproporcional, meio sem sentido, não quero dar spoiler, então vou me limitar a dizer é que é muita certeza para algo tão rápido! Por outro lado, também não gostei do final, achei sem graça,  fica tudo por conta da sua imaginação. 

E o livro acaba como começou,direto ao ponto!

Não há motivo para quem gosta de romance erótico não gostar desse, mas eu diria que a autora tem mais capacidade do que acredita ter e poderia ter feito um livro bem melhor!

Bem, por hoje é só! Até a próxima semana!


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