Semana Especial Jane Austen | Moral da História


O que dizer sobre Jane Austen? O que dizer sobre seus livros? 

A Moral da História de hoje faz parte de uma semana particularmente especial para mim. Tanto eu quanto minha irmã gostamos da Jane (sim, somos íntimas) e achamos que nenhuma experiência de leitura é completa sem ela. Definir um livro para comentar também é uma tarefa complicada, então optei por abordá-a a partir do meu livro favorito: Orgulho e Preconceito

Como a ideia é falar sobre a moral da história, começo colocando o quanto esse romance é atual. Isso porque é visível a intenção da autora de abordar duas pessoas de classes diferentes diante de um sentimento que nem era tolerado, além de supor que a educação dos jovens, assim como o caráter, vinham dos acertos e erros dos pais e do que eles desejavam. Não que seja exatamente assim nos dias de hoje, mas não é difícil encontrar tais características.

No caso de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, casal principal da trama, a trama se baseia nas conclusões precipitadas dela e na vaidade e orgulho dele. É a partir daí que os dois se conhecem e é por isso que se apaixonam. Na verdade, nenhum deles espera encontrar alguém cujos costumes e família tenham bases diferentes e isso norteia uma série de recuos, mas o desejo por algo esperado se torna secundário diante do novo. Na época da narrativa, por exemplo, tocar as mãos de uma moça sem nem conhecê-la era um erro. No entanto, Mr. Darcy ajuda Elizabeth a subir em uma carruagem, finalmente dando a entender seus sentimentos.

A obra de Jane é detalhada, há um pano de fundo bem construído e a sensação é de que participamos da história. Ela ainda traz as futilidades de uma mãe que só pensa em casar as filhas, a predileção de um pai por suas mais velhas, a falta de lealdade entre dois amigos, um acordo que salvaria a vida financeira da família e uma filha apresentada como a mais bonita e preparada de todas, literalmente. Tudo isso amarradinho, fazendo sentido. Quando leio Orgulho e Preconceito, ou mesmo assisto (que fique claro, a versão com a Keira Knightly), fica claro o quanto não mudamos ao longo do tempo. Afinal, certos romances só mudaram de década.


E aí, o que vocês acham? Quem já leu alguma obra da Jane?
Me contem!


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