Semana Especial dos Livros Nacionais: Resenha| O Guarani


Livro: O Guarani
Autor (a): José de Alencar
Páginas: 100 em média conforme edição
Editora: Diversas
Classificação:
Sinopse: A história se passa, no início do séc XVII, numa fazenda no norte do estado do Rio de Janeiro na região serrana, um lugar ainda isolado pela geografia e selvagem, cercado de índios nada amistosos. Lá moram D. Antônio de Mariz e sua família, D. Antônio é o típico dono de fazenda da época colonial, um homem bruto, sem modos, mas desbravador. D. Lauriana é a esposa, uma mulher dura e infeliz, amarga, sofrida por viver longe da civilização sem qualquer interesse a não ser dos filhos. O filho mais velho é D. Diogo, um homem mimado que se acha superior a tudo.  E por fim a nossa protagonista: Cecília, a jovem adolescente descobrindo o que é ser mulher.

Peri, nosso protagonista, é um índio goitatacaz, que salva Cecília de ser atingida por uma pedra, e fica morando na fazenda como uma espécie de seu segurança particular de Ceci. Não demora o leitor perceber que Peri está apaixonado por Ceci, e essa vai descobrindo através dos diversos atos heroicos do moço, uma paixão que transborda aos conceitos da época.

Eu amo O Guarani!, Aliás, amo José de Alencar e podem me atirar as pedras, mas é para mim nosso maior escritor romântico!


Não é com certeza um livro erótico! Mas como toda obra de José de Alencar, dá muita margem a imaginação do leitor, enquanto trata de conflitos de poder, hierarquia, nacionalismo, identidade nacional, José de Alencar insinua uma paixão cheia de desejo e heroísmo para ninguém colocar defeito. Na verdade, O Guarani dá tanta margem a imaginação, que é o clássico brasileiro mais adaptado para teatro, cinema e televisão.

Existe muita aventura! Numa situação inesperada, sem querer, D. Diogo mata uma índia aimoré, a tribo que ocupava a região. A família da índia decide se vingar matando Ceci, mas Peri a salva e uma inimizade entre os índios e a família portuguesa se inicia. Além disso, um funcionário traidor, também tenta se apoderar da propriedade, que descobre ficar encima de uma mina de prata. E tem também a história de amor entre Álvaro e Isabel! Nas poucas páginas do livro existe muita ação e emoção, numa narrativa envolvente, apesar da linguagem não ser atual.


Numa semana em homenagem a literatura nacional, não poderia faltar este clássico! Vocês podem achar que teria sido melhor escolha Machado de Assis, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos ou Ariano Suassuna, talvez sejam mesmo mais relevantes para nossa história literária, mas eu estaria sendo muito injusta comigo mesmo se deixasse de fora o meu autor brasileiro favorito! Acho uma pena que não se leia e não se valorize devidamente o seu papel na construção da identidade nacional, sem aquela coisa chata e pesada, cheia de simbolismos ou construções elaboradas, míticas ou transcendentais da desgraça nacional! José de Alencar é simples, bom, direto e divertido, e eu dedico a coluna dessa semana a ele!

Beijo e até semana que vem!

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