Resenha | Fury - Novas Espécies - Laurann Dohner



Título: Fury – Novas Espécies
Autor (a): Laurann Dohner
Páginas: 368
Editora: Universo dos Livros
Classificação:   
Sinópse: Ellie é uma enfermeira e fica horrorizada ao descobrir que a companhia farmacêutica para qual trabalha – as Indústrias Mercile – tem feito experimentos genéticos ilegais. Os cientistas combinaram DNA de humanos com o DNA de animais, criando uma nova espécie: seres humanos mais fortes e desenvolvidos. Um desses ''experimentos'', o prisioneiro 416, captura o coração de Ellie enquanto ela tenta salvá-lo.
Fury – como o 416 também é conhecido – nunca conheceu compaixão ou amor. Ele passou a vida inteira em uma cela, acorrentado e sofrendo abusos. Ellie, a única mulher em quem ele confiou, o traiu, e agora Fury está livre e à procura de vingança. O ex-prisioneiro jura acabar com a vida da enfermeira que o salvou, contudo, quando ela finalmente está em suas mãos, a única coisa que Fury não quer fazer com esta mulher pequenina e sexy é machucá-la.


Oi pessoal! Mais do que resenhar o livro, vou falar da série Novas Espécies. Não é segredo para ninguém que eu tenho um pé atrás com literatura hot (erótica), talvez porque eu tenha começado com o pé errado e por isso acabei rejeitando o estilo, achando chato, repetitivo, personagens inverossímeis, histórias sem significados e relacionamentos fúteis, tudo muito clichê. Não nego que ainda acho isso de muitas obras!!!

Mas agora vou cair no senso comum do leitor hot: "mas não é só sexo, tem uma história."

Neste caso uma história sobre seres que foram criados em laboratório, cujo DNA humano foi misturado com o de animais, criando "novas espécies", maiores, mais fortes, com sentidos mais desenvolvidos e ainda assim humanos. A sequência de livros aborda muitas questões éticas, morais, e até filosóficas, numa linha meio X-men. Porque fala de preconceito, perseguição, campos de concentração, tortura, violência sexual, escravização, política e pesquisa científica. Mas nada de heróis salvando o mundo!


Cada livro da série avança num ponto do debate, abrindo espaço para muitas discussões. Como por exemplo o fato de que o laboratório inicia suas pesquisas com a justificativa que queria descobrir curas para doenças humanas que os animais são imunes, mas que avançam patrocinadas por governos e militares interessados na formação de super soldados e de armas biológicas, infectando humanos com doenças animais.


Fury, que é o primeiro de uma série que já tem 15 livros (o 14º livro na verdade são 2 histórias), só os 3 primeiros editados no Brasil, trata a questão da humanidade desses seres. A história de amor entre um “nova espécie” e uma humana que desperta as mais diversas reações dos dois lados. Medo, ódio, racismo são colocados em debate enquanto a autora explica o cenário da saga e introduz os personagens dos próximos livros. A ideia não é inédita, mas é sempre interessante e a narrativa é cheia de ação. Sim, tem muitas cenas de sexo! E até uma menção a zoofilia, e as cenas de sexo são descritas em detalhes para não deixar a dever a nenhum romance erótico. São bem quentes! Mas o que te faz querer seguir em frente na história, não é descobrir a próxima sequência de sexo espetacular. É toda uma questão que são pessoas que passaram a vida presas e tratadas como animais, sofrendo diversos tipos de abusos, sem receber qualquer tipo de socialização, e agora desfrutam da liberdade (parcialmente como você vai perceber), mas lutam para controlar seus instintos animais, superar os traumas e se adaptar a sociedade humana, que os rejeita, teme e ainda quer explorá-los.

Você precisa saber que livro recebeu algumas críticas sobre a adaptação dos personagens, depois da vida que levaram, teriam superado muito fácil, em cerca de 1 ano, os traumas do cativeiro. A autora realmente dá mais valor à ação e ao romance do que a dramatização das dores individuais. O que não quer dizer que o leitor não possa perceber a dimensão da violência que aqueles personagens sofreram. Apenas é uma questão de opção da autora de não transformar a história em um drama e sim num livro da ação. O que eu não gostei nos livros foram algumas cenas de sexo, achei meio forçadas e elas parecem seguir um certo padrão que não imagino como não cansar depois de 15 livros!

Falei livro de ação? Mas não é erótico? Também!


Cada livro da série tem um casal de protagonistas diferentes, o que quer dizer que você não vai precisar necessariamente ler os 15 livros, e pode parar a qualquer momento, mas eu, por exemplo, não vejo a hora de ler o quarto livro cujo personagem principal aparece no 3 anteriores. E se não sair no Brasil nunca? Essa é uma possibilidade! Emails para a editora com certeza ajudariam a incentivar a continuidade da série. Eu diria para os fãs não desistirem de pedir: relacionamento@universodoslivros.com.br  


É machista? Depende da sua ótica, a questão da natureza dominadora do macho está presente o tempo todo. Eles grandes e fortes, elas pequenas e delicadas. Mas já no prólogo do 1º livro, a protagonista  mata um dos caras maus e salva o mocinho! E por aí a história vai, sem mocinhas chatas, choronas, inseguras que os protagonistas têm de carregar nas costas e salvar, não que eles também não sejam capazes de ter atos heróicos, e de também salvá-las por algumas vezes.


Para quem ainda não leu, fica a dica! Beijos e até semana que vem!
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