Mil Beijos de Garoto - Tillie Cole


Título: Mil Beijos de Garoto
Autor (a): Tillie Cole
Páginas: 400
Editora: Outro Planeta
Classificação:   
Sinópse: A estreia de Tillie Cole no Brasil, com o livro finalista em 2016 do Goodreads Choice Awards
Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação. Este romance, finalista do Goodreads Choice Awards 2016, marca a estreia da adorada escritora Tillie Cole na ficção young adult. É também seu primeiro livro publicado no Brasil.

Olá pessoal! E aí, já começaram as leituras do ano? Não esqueçam de se inscrever no nosso desafio. A minha primeira leitura do ano não foi das melhores. Apesar do enorme sucesso que este livro está fazendo desde o seu lançamento, ano passado, a história não me agradou. O melhor que posso dizer dele, é que achei a cara de uma geração, se eu tivesse que definir esse livro, diria isso. Ele está totalmente atento com os ideais de amor e sexo dos mais jovens, isso em vários sentidos.

ATENÇÃO QUE ESTA RESENHA CONTÉM SPOILERS

Vamos lá, aos 8 anos de idade Poppy recebe da avó um pote de vidro com 1000 corações recortados dentro, que explica que ela deve usar esses corações para anotar os beijos que ela der que fizerem seu coração acelerar pra valer. Aqueles beijos super especiais!


Eu tenho uma filha de 9 anos, e devo ser superprotetora, porque a ideia dela andar para cima e para baixo com um pote de vidro não me agrada. E me agradaria menos ainda perceber que os corações dentro do pote começaram a ser preenchidos!

Poppy começa a sua história de amor com Rune aos 8 anos de idade, quando ele incomodado com a ideia dela beijar outros garotos dá o primeiro beijo dos 2. A cena é linda e fofa, até inocente, se eles não continuassem beijando, e beijando...

Aparentemente, eles têm os pais mais cegos da história da humanidade!
Rune frequenta o quarto de Poppy pulando a janela, mas apenas trocam beijos, brincam, conversam. Aos 12 anos, depois de passar uma noite lá por ter adormecido sem querer, Rune decide passar a dormir abraçado com Poppy praticamente todas as noites. Mas é só isso, abraços e beijinhos, talvez carinhos sem ter fim.

Para um casal que começou tão cedo a ficar junto, eles são bem devagar, e o fato de estarem entrando na adolescência, com hormônios explodindo não interfere na relação deles que continua inocente. E por que? Porque Poppy se acha muito nova para fazer sexo, o que de fato é, mas não vem ao caso, o desejo dela é menos importante que a sua decisão. A questão é que Poppy deseja Rune, mas “sabe” que ficarão juntos para sempre e por isso eles têm bastante tempo para chegar nesse ponto da relação. Já Rune, como típico protagonista da nova geração, independente de estar ficando louco de desejo, não vai nem sequer tentar avançar o sinal, espera pacientemente a decisão de Poppy.


Mesmo quando ela decide, a reação dele é perguntar várias vezes e confirmar se ela tem certeza que é isso que ela quer. A esta altura, eles já estão com 15 anos. O que faz Poppy decidir tomar o próximo passo é somente o fato de que Rune vai embora com a família para a Noruega por tempo indeterminado. É um tipo de despedida para os dois. Mas é claro que é mágico e triste como só nos livros poderia ser. E melhor, é sexo seguro, porque mesmo decidida a esperar até ficar mais velha, Poppy guardava camisinhas na mesa de cabeceira.

Rune viaja com a promessa de que se falariam todos os dias, afinal estamos em tempo de internet, mais pouco tempo depois Poppy some da vida dele. Ela e a família se mudam e ela corta totalmente o contato. Ele se desespera, e de herói apaixonado se transforma num bad boy revoltado. Mas um bad boy que fuma, bebe, briga com os pais, se mete com as pessoas erradas e que, apesar de ser lindo e atrair todas as garotas, não fica com ninguém. Um bad boy revoltado, abandonado e que permanece fiel a promessa de que seus lábios seriam só de Poppy que fez quando tinha 8 anos.

2 anos se passam, e aos 17, tanto Poppy quanto Rune voltam para suas antigas casas, novamente vizinhos, mas ele está com raiva e quer uma explicação. Ela diz que é melhor para ele não saber, mas no momento que ele a pressiona, ela conta. Tcharan! Nem tanto, porque você leitor já tá desconfiando do segredo a alguns capítulos.

Ao saber da verdade não demora muito para eles reatarem, e tudo que Rune quer da vida é realizar todos os desejos da Poppy, e assim o livro segue por vários capítulos de muitos beijos, muitas cenas românticas, e muitas lágrimas. O mais incrível, e que pelo que vi dos comentários das jovens em geral que amaram o livro, é que apesar de toda a beijação, apesar de já terem feito sexo e de já saberem que não terão todo o tempo do mundo, de passarem todas as noites dormindo juntos... eles se abstêm de uma vida sexual.

E os pais continuam cegos para a intimidade do casal!
Aí vem a parte que achei a cara dessa geração, para eles o amor romântico se basta quase plenamente, não precisa de formar família, construir um futuro, ou qualquer outra coisa, se você tiver amor e uma carreira que você goste, você tem tudo! Ou seja, trabalhe naquilo que goste e encontre alguém para amar e você será feliz. Como se outras necessidades não fossem válidas como sexo, dinheiro, poder, viagens, fama, família, diversão, reconhecimento, etc (conforme a personalidade de cada um).
Então o leitor chora, chora, chora, mas repete que “é lindo o jeito que eles se amam”. E para o livro não terminar tão triste, o epílogo vem como um mensageiro do além para provar que o verdadeiro amor transcende qualquer barreira.

Talvez a mensagem seja muita bonita para quem é bem jovem, mas na minha idade é somente uma história triste. Me fez chorar, me comoveu, mas não me convenceu.
Bem, é isso! Minha opinião!

Beijo e até semana que vem.
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