Moral da História | O Risco


A coluna Moral da História tem como objetivo trabalhar a moral de cada leitura. A cada 15 dias trago reflexões, poesias, textos ou comentários inspirados nos livros que li (nada de trechos copiados do livro), contando o que aprendi ou senti com cada história.

Com algum atraso, eis que leio o terceiro livro do nosso desafio. Na verdade, leio novamente e com outros olhos, já que realmente precisava rir um pouco. O Risco faz parte de uma trilogia da autora Rachel Van Dyken, de quem gosto bastante e traz a história de amor envolvendo Beth, personagem secundária dos dois livros anteriores. O que mais me encanta no livro é o fato de a narrativa ser leve, solta e exatamente como deve ser, pois narra como cada personagem realmente falaria, o que faz com o que o leitor praticamente ouça cada um deles. Fora que, bom, vovó Nadine é um ponto positivo a mais. Louca, louquinha mesmo, é ela quem cuida dos netos e da fortaleza dos Titus. Melhor dizendo, é ela quem mete o bedelho em tudo e com uma pose recatada maravilhosa, só que não, resolve a vida de cada um deles e a própria de maneiras absurdas e divertidas. E é isso que agora faz com Beth, principalmente ao saber dos traumas da menina quando adolescente.
Pensei em resenhar o livro novamente quando comecei a releitura. Mas, me veio algo mais: um desabafo. Um trecho que eu já devo ter usado em algum texto, mas encaixa perfeitamente nos sentimentos desses dois. Romântica que sou, sem condições de deixar passar, não é mesmo? Confiram e leiam o livro, se possível. É muito, muito bacana! 

Anotações, perdições. Coisas da Beth. 

Eu não sei, viu. Não sei mesmo. Não que eu queira deixar de lado isso tudo, porque não quero, mas será possível que o que sinto seja por ele? Não deveria, certo? Não sou eu, tenho certeza. Por mais que tenha sido ele quem me causou tudo aquilo, eu sei que não sou eu. Nunca fui. E ele também não é lá grande coisa. Nunca foi. E agora me lembro, agora me lembro daquele baile. E tudo vem à tona, tudo. Ao mesmo tempo, vem alguém que me salva. Que cresce e que volta, além da vovó, que nunca desiste de fazer igual. Droga! Eu não sei, viu. Sentir as coisas é complicado, mas o problema nem é quando sentimos. O problema, eu digo: é o medo de gostar.
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