Moral da História | Um Homem de Sorte


A coluna Moral da História tem como objetivo trabalhar a moral de cada leitura. A cada 15 dias trago reflexões, poesias, textos ou comentários inspirados nos livros que li (nada de trechos copiados do livro), contando o que aprendi ou senti com cada história.

Não fosse o digníssimo Nicholas Sparks, eu dificilmente leria este livro. Não entendam errado, é e muito do meu agrado, mas confesso que o interesse pelo romance dramático, o mesmo que me fez escrever um conto com uma pitada de drama, começou quase que 100% por causa dele. Não adianta: é mais do mesmo, quem lê sabe que certamente algum personagem morrerá, ou sofrerá de amor, ou sofrerá de solidão, mas quem lê e gosta, lê e gosta. E como brincam sobre outro escritor famoso, leriam até mesmo a lista de supermercado. Bom, eu leria.

"Um Homem de Sorte" conta um episódio feliz da vida de Logan Thibault, um jovem fuzileiro naval que depois de longos períodos na guerra, à mercê de inimigos e lutando por seus colegas de batalha, viu-se fora disso tudo, da vida que realmente conhecia. Com ele, não há nada de errado, apesar de conviver com pesadelos e de ter se tornado alguém um tanto sozinho. Mas, talvez, haja algo de errado com sua visão de futuro. Isso porque é a partir de uma foto perdida no caos, a foto de Beth, que seu melhor amigo, Victor, diz ter encontrado o caminho ideal para Thibault.

É exatamente isso que o autor nos dá: a caminhada para buscá-la. De um canto ao outro dos Estados Unidos, tentando entender sua própria rotina, contando histórias da guerra e buscando uma resposta como um norte, ele caminha. Aliás, embora só perceba mesmo ao final, ele caminha pelo próprio destino, ao qual não atribui nada até que a conheça. Bom, isso se conhecê-la de verdade, já que acha difícil acreditar que aquela foto, em especial aquela mulher, tenha sido seu amuleto.

Sparks narra com uma decência característica e um senso de verdade muito grande, o que é positivo. Os capítulos alternados entre Thibault, Beth e Clayton, o homem sem caráter que acha que é dono de Beth, além da cidade inteira e do próprio filho, só fazem a história decolar. Pode ser um pouco arrastada para quem não gosta de histórias de veteranos, bombas, mortes e certa melancolia, mas os personagens trazem os temas aos poucos, assim como a relação entre eles, a vida que levam e o que esperam um do outro, o que podem imaginar, dá assunto.

É fácil torcer pelo casal proposto, apesar da diferença de idade e da indecisão de Beth. É fácil gostar do caminho do autor até o desfecho e por mais que haja uma política de boa vizinhança embutida nos capítulos, é fácil se sentir aliviado com algumas decisões. Destaque para Nana, a avó mais sensata e sem noção possível. Por ter sido uma releitura, prestei ainda mais atenção ao que li e concluí que alguns livros simplesmente são o que são, tocam porque trazem histórias reais. Recomendo e muito, apesar das poucas diferenças entre o livro e a adaptação.
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